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POSIÇÃO DA SBMH SOBRE O USO DE OXIGÊNIO HIPERBÁRICO EM PACIENTES COM COVID-19

POSIÇÃO DA SBMH SOBRE O USO DE OXIGÊNIO HIPERBÁRICO EM PACIENTES COM COVID-19<
21/05/2020

Na tentativa de reduzir a morbidade e mortalidade associadas ao SARS-COV-2, em um curto espaço de tempo, muitas séries de casos e coortes terapêuticas com amostras limitadas foram disponibilizadas na literatura médica.

 

Neste contexto, uma série de 5 casos publicada em periódicos chineses levantou a hipótese de possíveis benefícios do uso da oxigenoterapia hiperbárica no tratamento do COVID-19, relacionados, principalmente, a dois mecanismos: suporte à oxigenação e atenuação da inflamação pulmonar.

 

Os médicos chineses teriam, mesmo que de forma inconsciente, replicado um experimento histórico da medicina hiperbárica em uma pandemia viral pulmonar que ocorreu em 1918, a gripe espanhola. Na época, o Dr. Orville J. Cunningham, professor de anestesiologia da Universidade de Kansas, nos EUA, aplicou oxigenoterapia hiperbárica (oxigênio e pressão) a um paciente jovem, cianótico e moribundo, que apresentou a mesma reversão dramática do quadro clínico relatada pelos médicos chineses.

 

O SARS-COV-2 causa uma hipóxia funcional semelhante ao que ocorre nos casos de intoxicação por monóxido de carbono e cianeto, que são indicações clássicas de oxigenoterapia hiperbárica. Estes pacientes podem apresentar hipoxemia grave e débito de oxigênio acumulado, nos quais o oxigênio hiperbárico poderia fornecer um alívio, auxiliando sua recuperação. Os efeitos anti-inflamatórios da oxigenoterapia hiperbárica já foram demonstrados em outras situações, mas este efeito ainda não foi testado para lesão pulmonar.

Diante do exposto, a SBMH, sociedade cientifica sem fins lucrativos, informa que vem acompanhando os estudos que estão sendo realizados e conclui:

– Não existem evidências cientificas suficientes, até o presente momento, para que a oxigenoterapia hiperbárica seja indicada no tratamento de pacientes com COVID-19;

– A SBMH incentiva a realização de ensaios clínicos prospectivos bem desenhados e fiéis as boas práticas clínicas que possam esclarecer se o uso da oxigenoterapia hiperbárica está associado a benefícios clinicamente significativos nos pacientes com COVID-19;

– Orienta que estes estudos sejam realizados em ambiente hospitalar devido ao risco potencial de rápida deterioração clínica destes pacientes;

– Não existe até o momento qualquer evidência de que o uso de oxigenoterapia hiperbárica nessa população esteja associado a danos ao paciente ou à piora do seu estado clínico. No entanto, mais pesquisas são necessárias para determinar a segurança em relação a toxicidade pulmonar por oxigênio nessa população, especialmente nos pacientes que recebem altas concentrações de oxigênio e por períodos prolongados antes e depois da oxigenoterapia hiperbárica.

A SBMH está acompanhando um ensaio clínico randomizado, duplo cego e multicêntrico para avaliar a eficácia terapêutica e a segurança do uso do oxigênio hiperbárico em pacientes portadores de COVID-19 que tenham critério de internação hospitalar devido a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). Já registrado na Plataforma Brasil e no Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG, os pesquisadores aguardam agora a aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa para dar início ao estudo.

 

A Undersea and Hyperbaric Medical Society (UHMS), uma das mais importantes entidades científicas de Medicina Hiperbárica do mundo, à qual a SBMH é filiada, publicou em seu site um documento com os 5 estudos já registrados no clinictrials.gov (https://www.uhms.org/images/PositionStatements/HBO2_and_COVID_v2_clinical_trials_on_clinicaltrials.gov.pdf).

Diretoria SBMH
21 de Maio de 2020

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